O que foi o início de tudo isso? Quando foi que o destino começou a ditar as regras? Talvez seja impossível alcançar a resposta agora, nas profundezas do fluxo do tempo... Mas certamente, que no passado, nós amamos tanto, também odiamos muito, nós ferimos os outros e ferimos a nós mesmos... Mesmo que ainda corrêssemos como o vento, enquanto nossa alegria ecoasse, sob o céu azul do oceano.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Céu de abril
A estação chegou. É outono.
Não recordo o tempo que se passou desde as últimas folhas mortas caírem, mas já faz tempo.
Há muito eu havia deixado de aproveitar a humanidade que ainda restava em minha alma. O outono a levou com as folhas secas que estavam no solo, destruindo-a.
No inverno, minha alma congelava e as discussões eram constantes. "Você não é o mesmo", era o que mais se ouvia enquanto o vento frio passava pelas frestas da janela entreaberta.
A primavera mostrava que havia esperança. As flores que enchiam o jardim de vizinhos deixavam toda situação amena. Havia calma, e ao mesmo tempo caos.
Em tempos de verão, o sol costumava consertar todos os problemas com seus raios que me davam força. Mesmo sabendo que tudo poderia mudar na próxima estação, aqueles poucos dias de luz me tornavam outra pessoa.
E então aconteceu. Não a vi mais. Nem mesmo quando achei que ela iria voltar.
O perfume delicioso que estufava meu peito outrora, agora, era imperceptível.
Os anos passavam e a primavera não voltava, não acontecia.
Ainda assim, gosto do outono.
Não por ser apenas uma estação, mas um artifício de mudança tremenda de forma sutil.
Leva embora sentimentos e os renova, por mais doloroso que seja.
"Leva embora aquilo que eu ainda quero sentir"
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Feito a primavera, não recordo a ultima vez que me permiti nascer de novo...
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